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EUA ampliam vigilância das importações de pepinos espanhóis
31/05/11
DA EFE, EM WASHINGTON
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O governo dos Estados Unidos ampliou a vigilância sobre as importações de pepinos, tomates e alfaces vindos da Espanha, perante o temor de que contenham a variante da bactéria "E. coli", mesmo após as declarações da Alemanha de que descarta essa possibilidade.
"Devido à informação recebida sobre a epidemia na Alemanha, a Administração de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA) está revisando os envios de pepinos, tomates e alfaces da Espanha para sua inspeção", disse o porta-voz da agência, Doug Karas.
As importações de hortaliças espanholas, --que os Estados Unidos importam em quantidades moderadas nesta época do ano-- estão sob uma "vigilância ampliada" há uma semana, confirmou Karas.
Ele disse que a ordem é uma resposta "aos dados que a FDA tinha nesse momento", e que a agência "será flexível" se essa informação mudar, mas reconheceu que por enquanto, não dispõem de uma "notificação oficial" que libere as hortaliças espanholas.
A responsável pela secretaria de Saúde de Hamburgo, Cornelia Prüfer-Storks, confirmou nesta terça-feira que a variante da bactéria "E. coli" descoberta nos pepinos espanhóis não coincide com a encontrada nos sedimentos dos pacientes, e reconheceu que ainda não se identificou a fonte do surto infeccioso.
Segundo a UE (União Europeia), seis americanos que tinham viajado à Alemanha foram infectados com o surto da bactéria, que, desde a semana passada, matou 15 pessoas e afetou outras 1.400.
Alemanha, Áustria, Bélgica, Reino Unido e Rússia paralisaram também os pedidos de hortaliças espanholas após o fim do alerta, algo que poderia ocasionar aos agricultores espanhóis perdas de até 200 milhões de euros semanais, segundo a Federação de Produtores e Exportadores de Frutas e Hortaliças (Fepex).
ORIGEM
O Instituto de Higiene de Hamburgo continua os testes em tomates, pepinos e alfaces em mercados, lojas de alimentação e restaurantes da cidade-Estado de Hamburgo, em busca da fonte da infecção.
Desde que foi detectado o primeiro caso na semana passada, ao menos 15 pessoas já morreram, em sua maioria mulheres idosas, e outras 1.400 foram contaminadas, das quais 570 vivem em Hamburgo. Uma 16ª vítima morreu na Suécia, após viagem à Alemanha.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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Esta variedade da E. coli produz uma toxina específica que destrói hemácias (células vermelhas do sangue) e provoca insuficiência renal, a chamada Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU).
A E. coli se propaga principalmente pela comida, pela água contaminada ou pelo contado com animais doentes.
Os sintomas típicos da infecção pela bactéria são febre moderada e vômito. Em alguns casos, há diarreia com sangue nas fezes.
A maioria dos pacientes se recupera em cerca de sete dias, mas uma parcela deles pode desenvolver a Síndrome Hemolítico-Urêmica. Nos casos mais severos, a síndrome provoca convulsões e problemas graves no sistema nervoso.
O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), com sede na Suécia, disse que o surto de SHU é "um dos maiores que já foram registrados no mundo e o maior já registrado na Alemanha".
Fonte: Folha de São Paulo

